sábado, 6 de dezembro de 2008

Sobre futebol e impedimentos

E o Inter é campeão da Sul-Americana!!!!!!
Eu, como uma boa colorada, escrevi um texto sobre futebol em homenagem. Não é bem sobre o Inter, mas o que vale é a intenção...


Inicie minha vida esportiva na frente da televisão, sentada ao lado de meu pai. Sequer sei chutar uma bola de futebol, mas desde criança assisto aos jogos. Lembro de meu pai, sentado silencioso frente à mesa da cozinha com uma xícara enorme de café, toda quarta-feira à noite esperando pelo jogo de futebol. Sentava-me ao lado dele, à mesa. Não que eu quisesse realmente ouvir a narração insuportável do Galvão Bueno, simplesmente não queria ir dormir cedo. Assim, tinha uma desculpa para não ir para a cama quando minha mãe gritava que já estava tarde.
O fato é que passei a gostar de futebol. Não entendia absolutamente nada sobre o assunto e meu pai não se disponibilizava muito a me explicar. Então, em cada jogo aprendia algo diferente. Às vezes observava, outrora ouvia os comentários do que meu tio dirigia, indignado, às paredes.
Outro dia ainda, descobri o maior dos enigmas futebolísticos: o que é um impedimento. Sempre ouvi falar que “aquele gol estava impedido”, ou “não estava impedido nada! O bandeirinha é que estava errado”, na televisão até colocavam uma linha imaginaria no campo para observar sei lá o que. Mas ninguém nunca dizia o que era um impedimento. Nem os comentadores esportivos, nem meu tio, quanto menos o silêncio de meu pai diziam algo.
Quem me salvou da ignorância foram alguns colegas, que fizeram até fizeram um desenho explicativo. Entendi. Só não me peçam para explicar, precisaria de um papel e uma caneta.
Superado o trauma impedimento, outra coisa que sempre me perturbou foi que nunca tive nada do meu time, o Internacional (herança das quartas-feiras à noite assistindo o jogo com meu pai). Nunca ganhei sequer um adesivo. Uma vez meu pai apareceu em casa com um chaveiro do Inter. Botou ele na parede. O chaveiro ainda está lá, mas não é meu. Qualquer dia eu seqüestro ele e não devolvo mais. Ainda assim, não é meu.
Também nunca fui num estádio de futebol. Mas já perdi muitos domingos assistindo aos jogos (não foram só quartas-feiras...). Dizem que é perigoso. Pessoalmente, prefiro o conforto do lar. Com uma xícara enorme de café bem forte.
Ah!, e quanto a não a não saber chutar uma bola, não tem problema... Existem muitas canelas de meninos a serem acertadas.

sábado, 22 de novembro de 2008

Também quero!!

De repente, a vontade desmedida de ter um blog próprio tomou conta do meu ego. Um lugar onde escrever meus textos desconexos e sem temer os que as pessoas dirão a respeito de minha mente desmedida...

O gosto pela leitura de textos alheios talvez seja o que mais me impulsionou a criação de um blog próprio. Saber o que os outros pensam sobre assuntos banais ou qual a capacidade que eles têm de escrever bem, corretamente ou simplesmente me fazer querer ler o próximo parágrafo.

Sei que nos próximos parágrafos também serei avaliada, criticada e, ainda assim, continuarei escrevendo, só para ouvir novas críticas.

Até parece grande coisa, falando assim, mas, para mim, é importante. O simples ato de escrever é imensamente prazeroso, para aqueles que admiram a arte da palavra.

Escrever, ler, corrigir os erros, trocar palavras por sinônimos, detestar tudo e por um ponto final.

Escrevi, li, corrigi os erros, troquei as palavras por sinônimos, detestei tudo. Então, aqui está o ponto final.

Ah, e um bom resto de dia pra você, que despendeu seu aqui.

Volte sempre.